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Cirurgia de catarata passo a passo: como é feita, recuperação e LIO

Use o infográfico para visualizar anestesia, facoemulsificação, implante da lente intraocular e primeiros cuidados. Abaixo dele, o guia resume exames, tipos de LIO, recuperação e dúvidas comuns.

Ferramenta desenvolvida por Dr. Lucca Ortolan Hansen, oftalmologista. Reprodução, citação e adaptação seguem os parâmetros de atribuição da licença Creative Commons BY-NC-ND 4.0 — manter autoria, link da fonte original e uso não comercial.

Esta ferramenta é educativa e meramente informativa. Ela não substitui consulta oftalmológica, diagnóstico, prescrição, laudo ou orientação individualizada; resultados e condutas dependem de exame presencial e avaliação médica.

O que muda

O que a cirurgia troca dentro do olho

A catarata acontece quando o cristalino, a lente natural do olho, perde transparência. A cirurgia remove esse cristalino opaco e coloca uma lente intraocular artificial no lugar.

  • O objetivo é trocar uma lente natural opaca por uma lente intraocular transparente.
  • A técnica mais comum usa facoemulsificação, com fragmentação por ultrassom.
  • A lente nova geralmente fica apoiada no saco capsular, a estrutura que sustentava o cristalino.
Por que isso não é só "tirar a catarata"?

Porque a cirurgia também define uma estratégia de foco para depois do procedimento. O passo a passo interativo mostra essa sequência em camadas, mas a consulta ainda é necessária para ajustar o plano em olhos com catarata muito densa, pupila pequena, alterações de córnea, glaucoma, retina frágil ou cirurgia prévia.

Planejamento

Antes da cirurgia: exames e escolha da lente intraocular

A avaliação pré-operatória costuma combinar medida do grau, biomicroscopia, dilatação da pupila, exame de retina e cálculo da lente.

  • A biometria óptica mede o comprimento do olho e ajuda a calcular a potência da lente intraocular.
  • Topografia de córnea pode entrar quando há astigmatismo ou suspeita de córnea irregular.
  • OCT e avaliação de retina ajudam quando a expectativa visual depende da mácula ou do nervo óptico.
Monofocalprioriza uma distância principal, muitas vezes longe.
Multifocal / trifocalpode reduzir óculos, mas em parte dos casos aumenta halos e perda de contraste.
EDOFtenta ampliar a profundidade de foco, com perfil intermediário.
Tóricacorrige astigmatismo quando a medida é estável e relevante.
Como decidir a lente na prática?

A melhor lente para dirigir à noite pode não ser a melhor para leitura longa, computador, retina alterada ou olho seco importante. Na Ortolan, a página de cirurgia de catarata explica a indicação clínica e a consulta pré-operatória em mais detalhe.

No centro cirúrgico

Durante o procedimento: anestesia, faco e fechamento

A cirurgia de catarata geralmente é feita com anestesia local, em colírio ou bloqueio, associada a sedação conforme o perfil do paciente e do serviço.

  1. Anestesia e assepsia. A equipe prepara o olho, campo cirúrgico e conforto do paciente.
  2. Incisão pequena. O cirurgião cria uma entrada na córnea para acessar o cristalino.
  3. Capsulorrexe. Uma abertura circular é feita na cápsula anterior do cristalino.
  4. Facoemulsificação. A catarata é separada, fragmentada com ultrassom e aspirada.
  5. Implante da LIO. A lente intraocular entra dobrada e se abre dentro do olho.
O que o paciente costuma perceber durante a cirurgia?

É comum perceber luz, sombra, água e pressão leve. Em muitos casos, a incisão é autosselante e não precisa de ponto. O Dr. Lucca Ortolan, oftalmologista graduado pela PUC-Campinas, com residência, fellowships em córnea, refrativa e catarata e doutorado pela FMUSP, atua nessa linha de planejamento cirúrgico.

Pós-operatório

Recuperação: o que é esperado nos primeiros dias

A recuperação costuma ser rápida, mas não é instantânea. A visão pode melhorar já no início e ainda oscilar por alguns dias por causa de dilatação, edema discreto da córnea, colírios e adaptação à lente.

  • Usar os colírios exatamente como foram prescritos.
  • Evitar piscina, coçar o olho e carregar peso excessivo no começo.
  • Comparecer aos retornos combinados, mesmo se a visão parecer boa.
  • Proteger o olho ao dormir quando essa orientação for dada pela equipe.
Quais sinais não devem ser normalizados?

Dor forte, piora importante da visão, vermelhidão progressiva ou secreção merecem avaliação especializada. Complicações são incomuns, mas precisam ser reconhecidas cedo. Meses ou anos depois, a chamada "segunda catarata" pode ser tratada com capsulotomia YAG laser quando atrapalha a visão.

Indicação

Quando faz sentido marcar avaliação

A cirurgia passa a fazer sentido quando a catarata interfere na vida real: dirigir, ler, reconhecer rostos, trabalhar, lidar com brilho ou enxergar contraste.

  • Óculos novos já não resolvem bem a visão embaçada.
  • O brilho incomoda para dirigir ou caminhar em ambientes muito iluminados.
  • A catarata atrapalha acompanhar glaucoma, retina ou outra doença ocular.
  • Você recebeu indicação de cirurgia e quer comparar tipos de lente com calma.
O que a consulta define?

A decisão continua sendo clínica: mede-se benefício esperado, segurança, expectativa visual e necessidade de exames complementares. Uma avaliação em consulta oftalmológica é o caminho para sair do genérico e montar um plano para o seu olho.

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Guias completos sobre catarata

O infográfico é a versão visual e rápida. Para aprofundar causas, indicação cirúrgica e recuperação, estes três guias organizam a jornada completa.

Contato rápido

Vai operar catarata em breve?

O infográfico mostra o procedimento sem dramatizar. Se quiser entender qual lente intraocular faz mais sentido pro seu caso, a equipe orienta pelo WhatsApp como agendar avaliação pré-operatória.

Falar sobre cirurgia de catarata

Perguntas frequentes

Como é feita a cirurgia de catarata?

Na técnica moderna mais comum, o olho recebe anestesia local, uma pequena incisão é feita, a cápsula anterior do cristalino é aberta, o núcleo opacificado é fragmentado por facoemulsificação e uma lente intraocular é implantada no lugar do cristalino.

Cirurgia de catarata dói?

Na maioria dos casos, a cirurgia é feita com anestesia local e sedação leve quando indicada. A pessoa pode sentir pressão, luz e manipulação, mas dor importante durante o procedimento não é o esperado e deve ser comunicada à equipe.

Quanto tempo dura uma cirurgia de catarata?

O tempo varia conforme a densidade da catarata, anatomia do olho e complexidade do caso. Em cirurgias sem intercorrências, o ato cirúrgico costuma ser relativamente curto, mas o preparo, recuperação inicial e orientações pós-operatórias tomam mais tempo.

Qual lente intraocular escolher: monofocal, multifocal, EDOF ou tórica?

A escolha depende de exames como biometria óptica, topografia, avaliação de retina e estilo de vida. Lentes monofocais costumam priorizar uma distância; multifocais e EDOF ampliam a faixa de foco em parte dos casos; lentes tóricas ajudam quando há astigmatismo relevante.

Como é a recuperação da cirurgia de catarata?

A visão muitas vezes melhora nos primeiros dias, mas pode oscilar. O pós-operatório inclui colírios, restrição temporária de esforço e retornos programados. Dor forte, piora importante da visão ou secreção merecem avaliação especializada.

Existe cirurgia de catarata pelo SUS?

Sim, a cirurgia de catarata pode ser realizada no SUS quando há indicação clínica e vaga na rede. A disponibilidade, fila e tipo de lente seguem os protocolos e recursos do serviço público local.

Referências

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