Exame

Campo Visual

Descubra como o Campo Visual (Campimetria Visual) permite diagnosticar e acompanhar o glaucoma e doenças neuroftalmológicas como a neurite óptica, hipertensão intracraniana, e mais! Saiba mais no site da Ortolan Oftalmologia.

Exame de campimetria visual computadorizada na Ortolan Oftalmologia.
Visão geral

Como este exame ajuda na decisão clínica

O que o Campo Visual avalia?

Como o próprio nome da máquina diz, o exame de Campimetria Visual, avalia o Campo de Visão de cada olho do paciente. Com este estudo é possível entender como o paciente enxerga em cada parte de seu campo visual, e se há áreas de perda da visão localizadas. Quando a perda de visão não se dá no centro da visão, pode não ser possível diagnosticar esta perda de visão sem ajuda do campo visual, pois no teste de acuidade visual (teste de letras / de grau convencional) não haverá alteração do exame. Indicações: diagnóstico do glaucoma precoce, acompanhamento do glaucoma, de alterações relacionadas à pressão do crânio (pressão intracraniana elevada/ hipertensão intracraniana), alterações do quiasma óptico (como no prolactinoma e outros tumores de hipófise/sela túrcica), avaliação do impacto visual da neurite óptica e de outras patologias do nervo óptico como a atrofia óptica dominante. Veja Abaixo como é o resultado de um exame de Campo Visual NORMAL:

Como o glaucoma impacta o campo visual?

No Glaucoma há perda progressiva do campo visual, habitualmente da periferia para o centro. Há o aparecimento de manchas escuras na visão - chamadas de escotomas. Veja abaixo uma simulação de como é a visão no glaucoma avançado:

Veja como a evolução do glaucoma causa perda do campo visual e como isto se correlaciona com a visão do paciente de verdade:

Campo Visual (Campimetria Computadorizada) na Ortolan

Nosso exame de Campo Visual é realizado na moderna plataforma PTS925 da Optopol. Este avançado aparelho permite a realização de diversas modalidades de campimetria: Campo Visual 24-2, 10-2, 30-2, 24-2C e mais.

Como o próprio nome diz, o exame avalia o campo de visão de cada olho do paciente. Com este estudo é possível entender como o paciente enxerga em cada parte de seu campo visual e se há áreas de perda da visão localizadas. Quando a perda visual não ocorre no centro da visão, pode não ser possível diagnosticá-la sem ajuda do campo visual, pois no teste de acuidade visual convencional (teste de letras) não haverá alteração.

Indicações: diagnóstico precoce e acompanhamento do glaucoma, alterações relacionadas à pressão intracraniana elevada (hipertensão intracraniana), alterações do quiasma óptico (como em prolactinomas e outros tumores de hipófise/sela túrcica), avaliação do impacto visual da neurite óptica e de outras patologias do nervo óptico como a atrofia óptica dominante.

Como o glaucoma impacta o campo visual

No glaucoma há perda progressiva do campo visual, habitualmente da periferia para o centro. Há aparecimento de manchas escuras na visão — chamadas de escotomas. Em estágios avançados, o paciente pode ter 'visão em túnel' e dificuldade de enxergar objetos laterais, esbarrando em quinas e perdendo bolas em esportes.

A evolução do glaucoma causa perda progressiva do campo visual, que se correlaciona diretamente com a visão funcional do paciente. O acompanhamento seriado com campo visual é o que permite detectar progressão e ajustar o tratamento.

Defeitos de campo visual no glaucoma — padrões reconhecíveis

Os defeitos de campo visual no glaucoma resultam de dano à camada de fibras nervosas da retina (RNFL). Eles são mais típicos no glaucoma primário de ângulo aberto e, pela anatomia peculiar da RNFL, formam padrões reconhecíveis. A maior parte das alterações iniciais aparece no campo central, especialmente na área de Bjerrum — 10 a 20° da fixação.

Depressão generalizada — constrição leve do campo central e periférico (contração dos isópteros), com escotomas paracentrais relativos: áreas em que alvos menores e mais escuros já não são vistos, embora alvos maiores e mais brilhantes ainda sejam percebidos. Pequenas depressões paracentrais, principalmente superonasais, são frequentes no glaucoma de pressão normal (NTG). A depressão generalizada também pode ocorrer na catarata.

'Baring' da mancha cega — exclusão da mancha cega do campo central, pela curva interna do limite externo dos 30° centrais. É um achado inicial não específico e com pouco valor diagnóstico isolado no glaucoma.

Escotoma paracentral em forma de asa — pequeno escotoma na área de Bjerrum, o defeito mais precoce clinicamente significativo no glaucoma. Pode se associar a degraus nasais e aparecer acima ou abaixo da mancha cega.

Escotoma de Seidel em foice — quando o escotoma paracentral se une à mancha cega, surge o sinal de Seidel.

Escotoma arqueado (de Bjerrum) — formado em estágios mais avançados pela extensão do escotoma de Seidel em arco acima ou abaixo da fixação até a linha horizontal. Pode ocorrer rompimento periférico por dano das fibras nervosas.

Escotoma em anel (arqueado duplo) — dois escotomas arqueados que se unem formam um anel. Característico de estágios avançados.

Degrau nasal central de Roenne — quando dois escotomas arqueados correm em arcos diferentes, forma-se um defeito em ângulo reto. Também é sinal de doença avançada.

Defeitos de campo periférico — podem ocorrer em estágios iniciais ou tardios. Os degraus nasais periféricos de Roenne surgem pela contração do isóptero periférico.

Visão em túnel (tubular) — como as fibras maculares são as mais resistentes ao dano glaucomatoso, a visão central costuma se manter preservada até o estágio final. Nesse ponto, o paciente desenvolve visão em túnel: perda da visão periférica com preservação da central, como se enxergasse através de um canudo. A retinose pigmentar também causa esse padrão, por mecanismo diferente.

Ilha temporal de visão — também vista em estágios finais. As ilhas temporais ficam além dos 24–30° centrais e podem não ser detectadas nas estratégias padrão de campo visual central usadas no acompanhamento de glaucoma.

Dicas práticas para o exame de Campo Visual

Preparo: não é necessário preparo específico, mas o paciente NÃO pode estar dilatado para realizar o exame. Como é o exame: assemelha-se a um videogame — o paciente clica um controle quando enxerga o estímulo luminoso.

Durante o exame, o paciente deve sempre olhar para o ponto de fixação (ponto vermelho central do aparelho) que ajuda a manter o olho parado. Em caso de movimentação excessiva do olhar, o exame se torna menos confiável. Deve-se evitar clicar o controle quando não se vê luz. Para o exame ficar bem feito, por vezes precisa ser repetido. Alguns pacientes somente conseguem realizá-lo bem com três ou mais repetições (nem sempre no mesmo dia).

Código TUSS: 40103137 — Campimetria computadorizada, monocular. Sinônimos: Campo Visual, Campo Visual 24-2, Campo Visual 30-2, Campo Visual 10-2, Campo Visual 24-2C, Campo Visual Full Threshold, Campo Visual White-White, Campo Visual SITA FAST, Campo Visual ZETA Fast.

Na Ortolan Oftalmologia temos todos os exames para diagnóstico e acompanhamento de glaucoma: OCT de nervo óptico, paquimetria, Teste de Sobrecarga Hídrica, medida da pressão intraocular (tonometria), retinografia com estereofoto de papila, fundoscopia e mapeamento de retina.

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Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre Campo Visual

O que é Campo Visual e para que ele serve?

Campo Visual é um exame usado para acrescentar informação objetiva à avaliação oftalmológica. Na prática, ele ajuda a equipe a medir, documentar ou mapear estruturas do olho com mais detalhe e a conectar esses achados com sintomas, diagnóstico e tratamento. O campo visual, também chamado de campimetria computadorizada, mede a sensibilidade da retina à luz em diferentes pontos da visão periférica. É um exame funcional que traduz em um mapa preciso o quanto o paciente enxerga em cada região — algo que o próprio paciente frequentemente não percebe, especialmente quando a perda é lenta. É o exame padrão-ouro para acompanhar glaucoma e doenças do nervo óptico e da via visual.

Quando campo visual costuma ser indicado?

Essencial em glaucoma (diagnóstico, classificação e acompanhamento de progressão), neuropatias ópticas (isquêmicas, inflamatórias, hereditárias), tumores e compressões da via óptica (adenoma de hipófise, meningiomas), doenças neurológicas como AVC, esclerose múltipla e enxaqueca visual, além de ser exigido em alguns contextos ocupacionais (pilotos, motoristas profissionais) e rastreio de toxicidade de medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina. Em uma estratégia de SEO e GEO, essa é uma das perguntas mais importantes porque o paciente geralmente chega procurando “quando fazer”, “para que serve” ou “qual exame detecta” determinado problema.

Campo Visual dói ou é invasivo?

Não dói, não usa contraste e não exige dilatação. Porém, é um exame que exige concentração: o paciente olha fixamente para um ponto central e aperta um botão cada vez que percebe um flash de luz na periferia. Costuma durar entre 4 e 10 minutos por olho e pode cansar, principalmente em pacientes mais velhos ou com dificuldade de manter atenção. Isso é normal. Em geral, o exame busca gerar informação sem adicionar sofrimento desnecessário ao paciente. Quando existe algum desconforto esperado, a equipe explica antes e orienta como o teste funciona.

Precisa de preparo para fazer Campo Visual?

Não exige preparo físico específico, mas o paciente precisa estar descansado, bem hidratado, com os óculos de leitura na hora do exame (a correção de perto é usada no teste) e disposto a se concentrar durante todo o período. Chegar alguns minutos antes para receber a orientação do técnico ajuda na confiabilidade dos resultados. A melhor orientação é sempre confirmar com a equipe no agendamento, porque alguns exames mudam de acordo com uso de lentes, necessidade de dilatação ou combinação com outros testes no mesmo dia.

Quanto tempo demora e como o resultado é usado?

A duração total do exame depende da estratégia usada (24-2, 30-2, 10-2, SITA Standard, SITA Fast, SITA Faster). Em acompanhamento de glaucoma, o exame costuma ser repetido a cada 6 a 12 meses, conforme a estabilidade; em casos instáveis, a frequência pode aumentar para consolidar a impressão de progressão. Depois da captura, o resultado é interpretado junto com consulta, histórico e outros exames. O campo visual é interpretado sempre em conjunto com o OCT (estrutura do nervo óptico e fibras nervosas), a tonometria, a gonioscopia e o exame clínico. Uma única campimetria dá uma fotografia do momento; o real valor aparece na comparação em série ao longo de meses e anos, que mostra se a doença está estável ou progredindo e se o tratamento está funcionando.

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