O tratamento da DMRI seca tem foco na prevenção da progressão e na manutenção da função visual. Parar de fumar é a medida mais impactante. Alimentação rica em folhas verdes, frutas coloridas, peixes e oleaginosas está associada a menor risco de progressão.
Em estágios intermediários, suplementos com a formulação AREDS2 (vitamina C, vitamina E, luteína, zeaxantina, zinco e cobre) podem reduzir o risco de progressão para a forma avançada em parte dos pacientes. A indicação precisa ser discutida com o oftalmologista, porque nem todos se beneficiam.
Novas terapias para atrofia geográfica (forma avançada da DMRI seca) — pegcetacoplana e avacincaptada pegol — foram aprovadas em alguns países e reduzem a velocidade de progressão da atrofia. A disponibilidade e a indicação ainda estão se consolidando na prática clínica brasileira.
A DMRI úmida mudou de prognóstico radicalmente com a chegada dos antiangiogênicos (anti-VEGF) intravítreos. As medicações disponíveis incluem ranibizumabe, aflibercepte, aflibercepte HD, brolucizumabe e faricimabe (Vabysmo). Todas são aplicadas por injeção no olho, sob anestesia local, em ambulatório.
A fase inicial de tratamento envolve aplicações mensais (dose de ataque, geralmente 3 a 4 injeções). Depois, o intervalo é ajustado conforme a resposta, em protocolo 'treat-and-extend', com base nos achados do OCT. Muitos pacientes conseguem intervalos de 8 a 16 semanas entre aplicações.
O tratamento é crônico: não 'cura' a doença, mas estabiliza e, em muitos casos, melhora a visão. A aderência ao esquema de retornos é essencial — interrupções podem permitir que a doença volte a progredir e comprometa a visão de forma irreversível.
Reabilitação visual com auxílios ópticos (lupas, filtros, iluminação adequada, aplicativos e softwares de acessibilidade) é parte importante do cuidado em pacientes com perda central já estabelecida.