1. Auxílios ópticos — lupas manuais e de apoio, óculos com lentes de alto poder, telescópios monoculares (para longe), lentes de contato especiais e óculos com filtros para controle do ofuscamento. A prescrição é individualizada e exige testes práticos em consultório até encontrar a combinação que realmente ajuda no dia a dia do paciente.
2. Auxílios eletrônicos e digitais — lupas eletrônicas portáteis, CCTV (circuito fechado de TV com aumento), softwares de ampliação e leitura de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver), aplicativos de leitura (KNFB Reader, Be My Eyes, Envision AI) e recursos nativos de acessibilidade de smartphones (Lupa do iPhone, Ampliador do Android, VoiceOver/TalkBack).
3. Iluminação, contraste e ergonomia — orientação sobre uso de iluminação direcionada, marcação de degraus com fitas contrastantes, uso de folhas com caracteres maiores, canetas com pontas grossas, proteção contra ofuscamento e organização do ambiente domiciliar e de trabalho.
4. Laudos e direitos — emissão de laudos oftalmológicos detalhados para concursos públicos, perícias previdenciárias (BPC, aposentadoria por invalidez), benefícios do INSS, carteira de passe livre, isenção de impostos (IPI, IOF, IPVA, IR) para compra de veículo, reserva de vagas em concursos, adaptação escolar e laboral.
5. Reabilitação multiprofissional — encaminhamento para equipes de reabilitação (terapia ocupacional, orientação e mobilidade, fonoaudiologia quando indicado) para apoio integral ao paciente e à família.
6. Acompanhamento da doença de base — o controle da doença causadora (glaucoma, DMRI, diabetes, neuropatias ópticas) continua em paralelo, com a mesma atenção que receberia um paciente sem baixa visão.